quinta-feira, 20 de julho de 2017

Catálogo particular de criaturas fantásticas - ou o primeiro esboço sobre espécies em extinção

Mariano para qualquer afazer para ver a lua, o pôr do sol, ou só uma flor mesmo. Depois pinta tudo abstratamente, do jeito que percebe o mundo. Ele vivencia os ‘agoras’ com as banalidades que cada um pede.


Bertolina tem uma risada sem igual. Como que a vida se contrai enquanto o ar é silenciosamente engolido em segundos em que ficamos suspensos. Depois toda a graça e interessância do mundo são expelidos simultaneamente no que mais parece um soluço. Tudo isso acontece muito rapidamente, mas ser o motivo dessa risada deixa a vida em câmera lenta por segundos. Ela percebe como ninguém da eternidade de cada minuto.


Fran chega ao trabalho em quatro músicas, toma banho em duas. Com um solo do Pink Floyd lava toda a louça. Quando a vida vibra em tons muito altos, ele consegue desafinar melodicamente.


Genuína é dessas pessoas muito maiores que a estatura apresenta, basta um abraço para perceber.É desses abraços que acolhe o mundo, sufoca tristezas, traz respiros para a solitude. Ela sabe alimentar a solidão sem ser mordida.


Emílio fala dos livros que leu e dos que não leu também. E fala com mais paixão e propriedade que os próprios autores. Para ele a vida segue sempre mutável e explicável.


Júlia parou de consumir peixe, carne, queijo, ovos... Reduziu o consumo de plásticos e papel também. Tenta respirar menos para deixar o meio ambiente mais equilibrado. Ela sabe ser mais com menos.  


Quando Divina abre a boca queremos mesmo é devorar o cérebro dela. Com ela a conversa nunca termina. Nos despedimos e parece que tudo vai se continuando por dentro. Ela desafia medidas de tempo e espaço sem qualquer esforço.


Telúrica  gosta da delicadeza e funcionalidade das miniaturas. Ela consegue ver beleza nos detalhes que as pessoas normalmente não veem. Para ela a felicidade não passa despercebida.


Eurico estabelece comunicação como quem respira. Para ele uma boa conversa é sempre uma possibilidade de mergulho no outro. Ele resgata a fé de qualquer um na conectividade humana.

Polly tem muitas teorias sobre o funcionamento da vida e das pessoas. Qualquer dia ela vai escrever um manual de instruções. Espero que escreva.


Para Nuno comer é um ato de comunhão. Ele sempre cozinha além da receita e o sabor da comida está sempre além do prato. Ser convidado para os jantares dele é receber um convite a participar de um ritual.


Por certo a teoria da relatividade teria sido criada na metade do tempo se Einsten tivesse conhecido Mima. Ela transforma qualquer terça-feira em sábado. Foi ela que me ensinou a viver fevereiro em agosto.


Euristes respira sensatez e transpira disparates Ele tem o dom de despertar o lado mais louco de cada pessoa. Não existe tédio quando ele tá por perto.
Com Telúrica o riso é sempre certeiro e os conselhos também. Ela é daquele tipo de pessoa que não apenas te entende, mas te explica pra você.


Timanini nunca vai às festas, mas quando aparece, até o "parabéns pra você" é dançante. Ela é daquelas pessoas que fazem a diferença só por estar.


Tomás já tentou, mas não tem jeito, não cabe na vida de pessoas rasas. Espero um dia aprender com ele a transbordar sem derramar.


Leni é cuidador de sonhos, chegamos com os nossos quebrados, feridos à beira da morte, mas ele sempre consegue consertar a asa, dá um fôlego a mais. Ele tem aura de super herói

...E fui sabendo mais de mim assim, enquanto falava dos meus amigos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Poltrona de avião, meu divã favorito

Pixabay
Check-in feito. Malas despachadas. Agora vem a melhor parte, sentar na poltrona do avião e ouvir o click do cinto de segurança. É como se a vida estivesse estalando os dedos e dizendo: "Agora você vai relaxar e ver que é tudo uma questão de perspectiva".

Vou deixando de ouvir o mundo à minha volta. Olho pela janela e imagino os problemas do mesmo tamanho que tudo que vejo. Pequenos, pequenos, encolhendo até desaparecerem no mar de algodão.

Meus pensamentos intranquilos em espantosa harmonia, partilhando entre si a graça das danças sem música. Trazendo de volta esses pedaços de mim esquecidos. E como que vou me apagando para me repetir, só que diferente. Consumindo e acrescentando doses obsoletas de mim em um delicioso ritual autofágico.

Inicialmente a ideia do avião traz esse alívio momentâneo que toda fuga traz, mas deixa algo um tanto mais permanente porque não se trata de abandono, é encontro. São lembranças, imagilembranças,sonhos impetuosos e presunçosas realidades em turbulenta harmonia. O pouso chega num baque esperado e não menos surpreendente por isso, marcando assim mais uma reinvenção da eu de sempre.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sobre um convite além da festa



Os cabelos dela estavam coloridos, não o rosto. O sorriso dele estava produzido, não a roupa. Uma sala reservada de um pub, não um imenso salão de festas. A penumbra com pequenas luzes piscantes chamavam atenção para as imagens de um casal recente de afeto florescente. Um convite a fazer parte de uma história que começou bem antes. E o convite se estendia um tanto mais além.

Por toda a minha vida eu sempre fui a casamentos. Confesso que nunca foi o meu tipo de festa favorita, mas raramente recusei convites. Confesso também que em muitas dessas ocasiões eu compareci para encontrar pessoas que não via há muito. Em outras fui por educação. Teve também as que participei pela festa, não vou negar. O fato é que bem poucos casamentos me tocaram como esse.

Eu não saberia dizer se pela atmosfera intimista de pessoas vibrando nas mesmas notas. Se pela alegria contagiante que começava nos noivos e não findava, praticamente uma corrente. Se pela vibe esperançada de pessoas que perceptivelmente não conseguiam não reverberar os sorrisos.

E por mais piegas que possa parecer, foi assim, bem assim, que percebi o que John Paul Young queria dizer com "Love is in the air". No dia da celebração do afeto de um casal em especial, cada convidado vertia bem-querer pelos cantos dos olhos e rastros dos sorrisos.

Foi bonito ver e ser parte dessa celebração. Por mais que eu tente dizer qualquer outra coisa, eu só penso em obrigada. Amar vai ser sempre um ato de coragem e nesse dia, duas pessoas estavam dispostas a inspirar cada um dos presentes, o mundo inteiro, por que não?, a se aventurar. Eu pintaria um quadro sobre isso, faria uma música ou um filme. Por hora me limito a escrever.

E pediria desculpa pelo português exacerbado, pela falta de habilidade em me traduzir, mesmo depois de tanto tempo em terras estrangeiras. Mas eu não conseguiria em nenhuma outra língua expressar meus transbordamentos com a mesma propriedade. Mesmo agora, o que faço é uma mera redundância, uma tentativa de repetir o que os abraços longos clandestinamente disseram e as palavras não alcançam. 

No fim cada abraço fez esse trabalho de desejar não toda a felicidade do mundo, mas todo o discernimento que ela requer para ser percebida nos momentos mais fortuitos. Em mim o convite para amar e espalhar esse sentimento continua a reverberar.

sábado, 15 de outubro de 2016

Maratona Literária: bastidores de um breve mergulho pela literatura irlandesa


Depois de 30 dias, 1771 páginas e uma média de 15 litros de café, a maratona literária chegou ao fim. Foram dez autores entre clássicos e contemporâneos irlandeses. Passei por nomes renomados como Bernard Shaw, James Joyce e Oscar Wilde, além de outros completos desconhecidos, como Thea Woolf ou Lane Ashfeldt, com as delicadezas de Saltwater. Essa experiência deixou marcas positivamente definitivas que acredito que mereçam ser compartilhadas.

Estudo inglês há algum tempo e sempre fiz o possível para absorver o idioma. Nunca havia me ocorrido a ideia de me deixar ser absolvida por ele. A leitura em português me é muito natural, um hábito. Em português já me desafiei de inúmeras formas diferentes. Já me dividi entre Freud e Jung, sobrevivi ao existencialismo de Sartre e Virginia Woolf, à boêmia de Bukowski. Já quis ser Balzaquiana aos 18 e humana, demasiadamente humana aos 28. Em português rodei o mundo literariamente e sou grata aos tradutores que me levaram pela mão até George Orwell, Ítalo Calvino e tantos outros nomes em diferentes campos da escrita.

Vida longa a esses tradutores, às editoras que trazem para perto obras de tão tão distante. Mas que a verdade seja dita, ler um livro no idioma em que foi escrito é uma experiência indescritível. Não estou aqui para discutir o mercado editorial e seus bônus e ônus, mas só agora entendo a preocupação do tcheco Milan Kundera, que em dado momento da carreira, inquieto com os erros nas traduções de suas obras, passou a traduzir alguns de seus próprios livros, criou inclusive um pequeno dicionário no qual explica à sua maneira o que seriam as palavras-chave que norteiam sua obra. Lembrei dele enquanto lia em inglês e me deliciava com a ideia de que estava a mercê apenas dos meus próprios erros de julgamento e interpretação e não de terceiros.

Ler em inglês um pouco da literatura irlandesa me fez inclusive acessar uma parte de mim até então desconhecida. A sensação de compreender e absorver em inglês narrativas mais densas entre prosas poéticas e diferentes tipos de humor foi sem dúvida enriquecedor, mas a melhor parte mesmo foi ser absorvida por essas obras que, por estarem em outro idioma, como que despertaram essa outra eu dentro dessa outra língua. E foi uma sensação que beira o extraordinário sentir a percepção mudar para entender o novo conteúdo, de certa forma, longe da minha bagagem usual. Praticamente uma “mala extra”, cheia de mistérios e surpresas que foram se apresentando à medida que eu me dispunha a olhar e entender o mundo de outras maneiras além das conhecidas.

Pode parecer óbvio ou bobo, mas uma vez que me desliguei da necessidade de saber o significado de palavra por palavra para me ater ao entendimento de ideias por ideias, minha forma de perceber o idioma mudou e continua mudando. Desde que passei a usar essa “mala extra” me vejo completamente mergulhada no novo idioma.

Ler esses autores na língua deles fez com que eu me sentisse mais próxima de cada um deles. Mais do que isso, sinto-me pela primeira vez realmente inserida na cultura de um país no qual vivo há mais de dois anos. Passei a reconhecer características que até então eu via sem saber identificar. Hoje já não ando pelas ruas sem observar falas e trejeitos descritos nos livros, sem questionar o quão reais foram a ficções lidas ou quão fictícias são as cidades interioranas que tenho visitado.

Diante dessa nova “bagagem” que não pesa, mas também não para de crescer, não pude me conter, tive que compartilhar um pouco do que foi e está sendo essa experiência. A maratona terminou porque foi projetada para ser curta, mas a estante não deixa de aumentar e vou continuar compartilhando impressões e indicações de livros, filmes, músicas e lugares, porque a cultura é absorvível em toda parte. E com alguma sorte é ela quem te absorve.

Os livros da Maratona Literária




domingo, 9 de outubro de 2016

Maratona Literária* Um breve mergulho na Literatura Irlandesa: The Happy Prince and Other Stories, Oscar Wilde



Ficha Técnica
Título: The Happy Prince and Other Stories
Autor: Oscar Wilde
Editora: Puffin Books
Páginas: 192
Publicado em: 1888
Good Reads: 4.1





O que é? 
Esta edição da Puffin Books traz uma coleção com nove fábulas basicamente sobre relacionamentos humanos e seus desdobramentos entre fraquezas e virtudes, como bondade, egoísmo, amor, consciência, ou mesmo a falta dela. A sequência segue entre The Happy Prince; The Selfish Giant; The Devoted Fried; The Remarkable Rocket; The Nightingale and the Rose; The Young King; The Birthday of The Infanta; The Star Child e The Fisherman and his Soul. Dizem por aí que é um livro infantil. Eu certamente não daria esta obra para uma criança, mas recomendo a leitura em qualquer outro momento da vida.

Por que ler?
Embora seja um livro de fábulas de 1888, traz personagens e temas muito reais e perfeitamente possíveis nos dias de hoje. Sem falar que é uma faceta diferente de Wilde, diria sombriamente colorido.  O habitual realismo amargoso e humor ácido estão presentes, até porque todos os contos são carregados de críticas sociais. As histórias com frequência trazem animais e objetos com sentimentos e características humanas.

São fábulas curtas e maestralmente bem construídas com uma moral sempre muito marcante. Não sou de chorar facilmente, mas nem por isso deixei de ler boa parte das histórias encolhida, agarrada a uma xícara de café. Boa parte são tristes e muito reais, talvez por isso tão tristes.

A escrita é desafiadora em alguns momentos, mas nem por isso menos prazerosa e encantadora. Vale a leitura em inglês. Dá a impressão de estar mais perto do autor. Alguns trechos merecem ser lidos em voz alta. Não é à toa que boa parte das adaptações desse livro são musicais.

Some of Favorites Quotes:
"I like hearing myself talk. It is one of my greatest pleasures. I often have long conversations all by myself, and I am so clever that I sometimes don't understand a single word of what I am saying."

“Travel improves the mind wonderfully, and does away with all one’s prejudices.”

“What is a sensitive person?” said the Cracker to the Roman Candle. “A person who, because he has corns himself, always treads on other people’s toes,” answered the Roman Candle in a low whisper; and the Cracker nearly exploded with laughter.”

“The fact is, that I told him a story with a moral.” “Ah! that is always a very dangerous thing to do.”

"Everyone quoted it, it was full of so many words that they could not understand."

Sobre o autor:
Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, ou apenas Oscar Wilde, nasceu dia 16 de outubro de 1854, em Dublin. Foi dramaturgo, poeta e autor de inúmeros contos e um romance, O Retrato de Dorian Grey. A coleção The Happy Prince and Other stories são contos que o autor escreveu para os dois filhos Cyril e Vyvyan. Em 1895, após três julgamentos, foi condenado a dois anos de prisão com trabalhos forçados por "cometer atos imorais com diversos rapazes". Após sair da prisão mudou-se para Paris, onde passou a usar o pseudônimo Sebastian Melmoth até sua morte, em 1930, após ataque de meningite agravado pelo álcool e pela sífilis.


*Esta edição da Maratona Literária vai explorar um pouco da literatura irlandesa e apresentar pelo menos um livro por semana, entre clássicos e lançamentos, dos nomes aclamados aos obscuros.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Maratona Literária* Um breve mergulho na Literatura Irlandesa: The Mammy, Brendan O’Carroll

            Ficha Técnica
Título: The Mammy
Autor: Brendan O’Carroll
Editora:O’Brien Press
Páginas: 174
Publicado em: 1994
Good Reads: 4 
Nas telas: entre as adaptações mais famosas para o cinema estão o filme Agnes Browne (1999), estrelado e dirigido por Anjelica Huston, e Mrs. Brown's Boys D'Movie (2014), estrelado pelo próprio autor Brendan O’Carroll como Agnes Browne. 



Da história: A morte inesperada do marido deixa Agnes Browne com sete filhos entre 2 e 14 anos de idade, algumas dívidas e muitas situações inusitadas em uma Dublin de 1960.

Por que ler?
As personagens são tão reais, que em alguns momentos quase dá para ouvir o sotaque irlandês. São heroínas e heróis humanos, com defeitos e qualidades igualmente exaltados. É impossível não se afeiçoar com a graça e perspicácia de cada um deles diante das desventuras cotidianas. E são muitas as situações que estabelecem um vínculo entre quem lê e a família Browne. Lá pelo meio do livro já me sentia parte do clã. Foi até meio triste virar a última página.

O humor que O'Carrol usa para retratar a classe operária dublinense dos anos 60 é cru e ácido em alguns momentos, mas nem por isso menos pastelão à la Sessão da Tarde em outros. Diria que esse é um livro para relaxar e dar umas boas risadas. Leitura rápida e leve. Ótima pedida para quem quer ler algo em inglês sem ajuda do dicionário.

Sobre o autor: Brendan O’Carroll nasceu dia 15 de setembro de 1955, em Dublin.
O escritor, produtor, comediante, ator e diretor é conhecido não apenas por ter criado a personagem Agnes Browne, mas também por ter vivido a mammy na série da BBC baseada no livro.

Curiosidades:
A história de Agnes Browne apareceu pela primeira vez em uma novela transmitida diariamente pela rádio irlandesa RTÉ, em 1992.

O livro faz parte de uma trilogia que inclui os títulos As Chisellers e The Granny.
  
Na TV a série Mrs. Brown's Boys, da BBC, segue pela terceira temporada, todas com Brendan O’Carroll como Agnes Browne.


*Esta edição da Maratona Literária vai explorar um pouco da literatura irlandesa e apresentar pelo menos um livro por semana, entre clássicos e lançamentos, dos nomes aclamados aos obscuros.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Maratona Literária* Um breve mergulho na Literatura Irlandesa: The Newton Letter, John Banville


            Ficha Técnica
Título: The Newton Letter
Autor: John Banville
Editora:Panther Books
Gênero: Ficção
Páginas: 93
Publicado pela primeira vez em: 1982
Good Reads: 3.6






Sobre o livro: um historiador com bloqueio criativo aluga um chalé no Sul da Irlanda para terminar um livro sobre o suposto ataque de nervos de Isaac Newton, mas se torna obcecado pela família que é dona da propriedade alugada por ele e aos poucos, em meio aos seus estudos, acaba por incorporar o que seriam as "neuroses" do cientista. A narrativa em primeira pessoa tem formato de carta endereçada ao amigo Clio, para quem o protagonista confidencia os possíveis motivos de não conseguir concluir a obra biográfica.

Por que ler?
A escrita é concisa, mas nem por isso deixa de ser densa e rica em metáforas, com referências que vão de Newton a Goethe. É como se o narrador sem nome criasse um labirinto onde ele mesmo se perde. Acaba sendo interessante observar esses encontros e desencontros dele com ele mesmo.

O tom enigmático, principalmente por conta dos fluxos de consciência do protagonista, é justamente um dos elementos que nos leva a entender cada vez menos sobre o suposto livro que ele está escrevendo, obra inacabada, e mais sobre ele, também obra inacabada. A escrita é rebuscada, mas nada que um dicionário não resolva em alguns momentos. Vale a leitura. 

Favorite quotes:
"Always think of him like this.... Rueful and somehow angry, like a man with a hangover trying to remember last night crimes”

 “I felt detached, as if I myself were a mere idea, a stylized and subtly inaccurate illustration of something that was only real elsewhere. Even the pages of my manuscript, when I sat worriedly turning them over, had an unfamiliar look, as if they had been written, not by someone else, but by another version of myself”

Sobre o autor: John Banville nasceu dia 8 de dezembro de 1945, em Wexford, na Irlanda. Em 1969 começou a trabalhar no The Irish Press como sub-editor. Continuou no jornalismo por mais 30 anos, inclusive como editor literário do Irish Times. Mas o autor é reconhecido pela vida literária, iniciada em 1970 com o livro Long Lankin, e pelos múltiplos prêmios recebidos por obras como The Sea (2005).

*Esta edição da Maratona Literária vai explorar um pouco da literatura irlandesa e apresentar pelo menos um livro por semana, entre clássicos e lançamentos, dos nomes aclamados aos obscuros.


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